terça-feira, 29 de novembro de 2011
Estímulo na primeira infância, benefícios para a vida inteira
Crianças que frequentam creche e pré-escola têm mais sucesso escolar.
Crianças estimuladas nos primeiros anos de vida e que passam pela educação infantil têm mais chances de ter bons resultados no ensino fundamental, de concluir a educação básica e de contribuir para quebrar o ciclo de pobreza no país, afirmam especialistas em educação. No entanto, nem todas conseguem essa oportunidade. No Brasil, cerca de 10 milhões de crianças de 0 a 3 anos não têm acesso a creches. Para acabar com o déficit, segundo a Fundação Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos), é necessário construir 12 mil unidades.
"Estudos mostram o impacto dos anos iniciais. Mas a educação infantil tem que ser de qualidade. Creche ruim não adianta. É preciso que creches e escolas tenham paciência para investir nas crianças. Não adianta ter um adulto para cuidar de seis. É útil quando elas são estimuladas, quando começam a ter noções de limite, passam a ouvir histórias, se interessam por livros e aprendem a conversar", afirma João Batista Oliveira, presidente do Instituto Alfa e Beta.
Professora de Políticas Públicas e Linguagens da Infância da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Maria Angela Barbato Carneiro diz que o aprendizado em creches e pré-escolas ajuda no desenvolvimento cognitivo, físico e nas atividades relacionadas à criatividade, socialização e memória. "A criança estará submetida a um processo de estimulação que ajudará na alfabetização, na coordenação motora, na observância de regras e na criatividade. Terá mais condições de desenvolvimento. Os pais, às vezes, não contam histórias, não leem livros, e a criança fica à margem desse estímulo", afirma.
"Ela (a criança) já chega ao ensino fundamental mais preparada e, por conta disso, tem melhor desempenho e mais oportunidade de terminar esse ciclo", diz Maria Regina Maluf, professora de Psicologia da Educação da PUC-SP.
12 mil vagas a menos em SP - Mãe de duas meninas, Cristiane Yokogama, moradora de Niterói, no Rio, decidiu que as filhas iam para escola bem cedo. Mônica, a primogênita, começou com 1 ano e 8 meses. Julia foi um pouco antes, com 1 ano e 7 meses. Hoje, elas estão com 8 e 5 anos e cursam, respectivamente, o 3º ano do fundamental e o jardim III.
"Quando eram menores e foram para a escola, eu tinha disponibilidade para ficar com elas, mas acreditava que teriam mais ganho na escola do que só comigo ou com uma babá. As duas entraram no maternal, começaram a se desenvolver, a aprender a viver socialmente e tiveram aprimoradas as qualidades que já tinham. São meninas responsáveis, que não jogam, por exemplo, um papel no chão. Além disso, começaram cedo a ter contato com livros", conta Cristiane, lembrando que na época a família achou um exagero matricular as crianças tão novas. "Minha mãe e minha sogra recriminavam, diziam que elas deviam ficar em casa. Mas eu sabia do ganho que teriam, com hora para brincar, para fazer atividades, sabia que ali estava a base que ia formá-las."
"Logo vi que a escola fez meu filho dar um salto em relação a outras crianças e acredito que isso se refletirá no futuro. Agora, não é qualquer escola que oferece isso. Se não tiver o cuidado necessário, se a criança for negligenciada, não adianta. Outro problema é que as escolas são caras, custam o preço de uma faculdade. O ideal seria que a rede pública desse mais atenção ao pré-escolar, que esse ensino fosse democratizado", diz Angela Guimarães, mãe de Ian, de 4 anos, na escola desde 1.
Na cidade de São Paulo, de 2005 a 2010, o número de crianças de 0 a 3 anos matriculadas nas creches públicas teve um aumento de 120%, mas atualmente cerca de 174 mil menores de 4 anos esperam por uma vaga, segundo a Secretaria municipal de Educação. Hoje, há 196 mil crianças com menos de 4 anos frequentando creches do município ou conveniadas. Na pré-escola, a demanda é de 12 mil vagas na capital.
"Já tentei vaga nas escolas e creches municipais, mas não consegui, o horário não bateu. Consegui vaga para o Breno num lugar e para os outros, em outro lugar, mas por causa do horário de entrada, não conseguiria levá-los", conta Erbene Kinara Soares, de 32 anos, mãe de Brayan, de 1 ano, Emily, de 4, e Breno, de 6.
Moradora da favela Peri Alto, na Zona Norte de SP, Deise Monteiro, de 25 anos, mãe de cinco crianças de 8 a 2 anos, não trabalha por não ter onde deixá-los. "Quando consigo um bico como faxineira, deixo com uma vizinha e dou um dinheirinho para ela. Eles são espertos, podiam estar estudando."
Mãe da pequena Maria Fernanda, de 2 anos, a psicopedagoga Paula Pereira de Almeida Leite optou por matricular a filha numa escola particular de período integral em São Paulo, a Santo Américo, para que ela fosse estimulada a interagir socialmente e diz que já vê resultados. "Queria que a minha filha estivesse em contato com crianças, aprendesse a dividir, e entendesse como é ter relações com pessoas fora da família. Ir para a escola faz com que ela aprenda o que é ter rotina. O vocabulário da minha filha triplicou, ela aprendeu a se relacionar", diz Paula.
Também de olho no futuro, a vendedora Karen Morais Mendes esperou por dois anos uma vaga em uma creche gratuita mantida pelo colégio particular Santo Américo. Ela acreditava que o filho Leonardo, hoje com 4 anos, ia se desenvolver melhor na escola do que em casa, aos cuidados da avó. "Ele já sabe as cores, os números e conta histórias. Se estivesse em casa, minha mãe não poderia dar toda a atenção que uma escola pode dar, porque ela tem que cuidar da casa e não tem a mesma paciência que os profissionais da creche", conta Karen.
No Rio, onde a Secretaria municipal de Educação tem 701 escolas que atendem até a pré-escola, um estudo comprova os benefícios para os pequenos que começam a vida escolar mais cedo. "Uma pesquisa mostrou que 70% dos que fizeram pré tiveram um nível de letramento além do esperado. Outros estudos apontam que na primeira infância está a possibilidade de reduzir as diferenças socioeconômicas, e que as crianças que têm essa vivência têm a chance de uma vida escolar mais exitosa", conta Simone de Jesus Souza, gerente de Educação Infantil da prefeitura.
Fonte: Clipping Funadesp / A Folha de São Paulo - 28/11/2011
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Pesquisas mostram que os métodos de alfabetização brasileiro são ineficientes
Afinal, como ensinar o abc?
Estudo aponta que o Brasil usa métodos de alfabetização ineficientes e já superados em diversos países. A falta de formalização de um plano de ensino gera distorções e faz com que o aprendizado dos alunos da rede pública seja diferente do das escolas particular.
O modo como as escolas brasileiras ensinam as crianças a ler e a escrever está ultrapassado. Essa é a conclusão de pesquisadores da Associação Brasileira de Ciências, depois de cinco anos de pesquisa. As metodologias utilizadas no Brasil, segundo o levantamento, tiveram a ineficácia comprovada por estudos internacionais que serviram de base para mudanças nas políticas de alfabetização em vários países. Para os especialistas, os métodos fônicos—que associam diretamente grafemas (letras) e fonemas (sons)—são comprovadamente os mais eficazes na iniciação dos pequenos no mundo das letras.
Para João Batista Oliveira, um dos pesquisadores responsáveis pela parte do trabalho que trata especificamente da alfabetização, nem mesmo a ampliação do ensino fundamental de oito para nove anos, em 2007, melhorou as condições de ensino. “Mais tempo de estudo só adianta se for bom”, afirma.
Na opinião da professora de pedagogia da Universidade de Brasília (UnB) Norma Lúcia Neris Queiroz, o método fônico pode ser complicado para alguns alunos. “A criança precisa lidar com o som dos fonemas, o que não é uma coisa fácil”, destaca. Ela afirma que iniciar a alfabetização utilizando textos interessantes para os alunos pode ser uma forma de melhorar a qualidade da aprendizagem. “Mas não pode ser uma publicação comum, de cartilha. É preciso escolher uma parlenda, uma fábula, algo com o que as crianças possam brincar.”
Independentemente da forma de ensino adotada, Oliveira e a docente da UnB concordam que a formação de professores no país é deficiente e que isso influencia diretamente o desempenho dos alunos. Além disso, um problema que atinge as escolas públicas é a falta de formalização de um plano de ensino. Na prática, cada professor adota um método em sala de aula, ainda que o Ministério da Educação (MEC) desenvolva manuais para orientá-los.
Nas instituições privadas, por outro lado, a metodologia é definida pelo próprio colégio. “É uma injustiça que, na escola particular, o ensino seja de um jeito e, na pública, de outro”, afirma João Batista Oliveira. “Só depois de alfabetizado, o aluno consegue aprender outras coisas.”
Pouco estímulo
Heloísa Oliveira Machado, professora de educação infantil há 30 anos, seis deles dedicados ao ensino da leitura. Ela afirma que sempre teve resistência em trabalhar na alfabetização por causa do conteúdo pouco estimulante das cartilhas. “Eu não via muita lógica nelas, já que roubam a melhor parte do aprender a ler e escrever.”
A paixão pela área só surgiu quando ela conheceu os estudos da psicogênese, ramo da psicologia que estuda a origem dos processos mentais. “Finalmente se esclareceu não como o professor deve ensinar, mas como a criança aprende.”Hoje, ela dá aulas para alunos do 1º ano do ensino fundamental na Escola Classe 204 Sul. A professora diz que não segue uma metodologia definida e que combina aspectos da psicogênese, do letramento e do fônico. A professora explica que é fundamental a criança estabelecer relação entre o que fala e escreve. Heloísa diz que a maioria dos seus alunos já lê, mesmo que alguns deles tenham iniciado o ano letivo ainda sem conhecer o alfabeto.
Enquanto isso, na rede privada, o ensino das letras é antecipado. Aos 4 anos, Laura de Oliveira, que estuda numa escola em Águas Claras, começou a ter as primeiras lições. O pai dela, o consultor de telecomunicações Fabiano de Oliveira, diz que o processo foi iniciado com a apresentação das letras do nome da menina e dos familiares, e, depois, o vocabulário foi ampliado. “Pelo que conversei com a professora, a alfabetização terá mais ênfase no ano que vem, quando ela estiver com 5 anos”, conta
O colégio onde Laura estuda não oferece o ensino fundamental. Fabiano diz ainda não ter escolhido a instituição onde amenina vai estudar quando terminar a educação infantil. Ele pretende pedir indicação na própria escola, na tentativa de encaminhar a filha a umcolégio que siga a mesmalinha de trabalho do atual.
Este mês, estudantes de todo o Brasil fizerama Prova Brasil
Prova dos nove
Na última edição do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa),em 2009, o Brasil ficou na 54ª posição entre os 65 países avaliados. O exame mede a capacidade de leitura de alunos de 15 anos que estudam em escolas públicas. Emuma escala de 1 a 5—em que 1 significa que o aluno é capaz de identificar palavras, e 5 é a nota para quem tem leitura fluente —, os brasileiros ficaram com média 2. O resultado geral, que também inclui questões de matemática e de ciências, foi inferior ao daTailândia, da Romênia e deTrinidad eTobago.
A Prova Brasil, aplicada pelo Instituto de Pesquisas de Estudos e Pesquisas AnísioTeixeira (Inep), órgão ligado ao Ministério da Educação, mede a compreensão dos estudantes do 5º ao 9º ano nas disciplinas de português e de matemática. No exame aplicado em 2009, a nota média nacional em leitura foi de 179, 58, o que enquadra os alunos no nível 3 em umaescala que vai até de 0 a 9. Isso significa que os alunos puderam interpretar, a partir de inferência, textos não verbais de assunto complexo e identificar elementos que compõem uma narrativa de tema e de vocabulário complexos.
No DF, a situação é umpouco melhor: os estudantes brasilienses atingiram nota média de 200, 93, atingindo o nível 4. Ou seja, eles foram capazes de selecionar informações implícitas e explícitas de um personagem e de inferir o sentido de uma metáfora, entre outras habilidades. A Prova Brasil é bianual, e de 7 a 18 de novembro, o Inep aplicou a última edição do exame.
Para saber mais
Sintético ou analítico
Existem, basicamente, dois métodos para ensinar uma criança a ler,o sintético ou fônico e o analítico,também conhecido como global. A proposta pedagógica da escola é que determina como se dará a alfabetização. O sintético leva o aluno a combinar elementos isolados da língua.Começa pelas letras, sonsousílabas,paradepois chegar às palavras. Estabelece correspondência entre o oral e o escrito. Já o analítico, a criança analisa o todo (palavra) para chegar às partes que a compõem (sílabas e letras).Para os defensores do método,a leitura dever ser um ato global e audiovisual. Apartirdafrase são extraídas as palavras e,emseguida, elas são divididas em sílabas, que são unidades mais simples.
Vantagens
O método enfatiza a aquisição das correspondências entre as letras e o som e seu uso para ler e soletrar palavras.
Lúdico
A perspectiva do letramento defende o uso de textos lúdicos na educação infantil, mesmo antes da alfabetização. O objetivo é que o aluno se familiarize com as práticas de leitura e de escrita num processo de aprendizado contínuo.
Fonte: http://www.correioweb.com.br/euestudante/noticias.php?id=24888. Acessado em 28/11/2011 às 15:23.
| Rafael Ohana Professora do 1º ano do ensino fundamental na Escola Classe 204 Sul, Heloísa não segueumúnico método de ensino: mescla de três correntes vem gerando resultados positivos |
Estudo aponta que o Brasil usa métodos de alfabetização ineficientes e já superados em diversos países. A falta de formalização de um plano de ensino gera distorções e faz com que o aprendizado dos alunos da rede pública seja diferente do das escolas particular.
O modo como as escolas brasileiras ensinam as crianças a ler e a escrever está ultrapassado. Essa é a conclusão de pesquisadores da Associação Brasileira de Ciências, depois de cinco anos de pesquisa. As metodologias utilizadas no Brasil, segundo o levantamento, tiveram a ineficácia comprovada por estudos internacionais que serviram de base para mudanças nas políticas de alfabetização em vários países. Para os especialistas, os métodos fônicos—que associam diretamente grafemas (letras) e fonemas (sons)—são comprovadamente os mais eficazes na iniciação dos pequenos no mundo das letras.
Para João Batista Oliveira, um dos pesquisadores responsáveis pela parte do trabalho que trata especificamente da alfabetização, nem mesmo a ampliação do ensino fundamental de oito para nove anos, em 2007, melhorou as condições de ensino. “Mais tempo de estudo só adianta se for bom”, afirma.
Na opinião da professora de pedagogia da Universidade de Brasília (UnB) Norma Lúcia Neris Queiroz, o método fônico pode ser complicado para alguns alunos. “A criança precisa lidar com o som dos fonemas, o que não é uma coisa fácil”, destaca. Ela afirma que iniciar a alfabetização utilizando textos interessantes para os alunos pode ser uma forma de melhorar a qualidade da aprendizagem. “Mas não pode ser uma publicação comum, de cartilha. É preciso escolher uma parlenda, uma fábula, algo com o que as crianças possam brincar.”
Independentemente da forma de ensino adotada, Oliveira e a docente da UnB concordam que a formação de professores no país é deficiente e que isso influencia diretamente o desempenho dos alunos. Além disso, um problema que atinge as escolas públicas é a falta de formalização de um plano de ensino. Na prática, cada professor adota um método em sala de aula, ainda que o Ministério da Educação (MEC) desenvolva manuais para orientá-los.
Nas instituições privadas, por outro lado, a metodologia é definida pelo próprio colégio. “É uma injustiça que, na escola particular, o ensino seja de um jeito e, na pública, de outro”, afirma João Batista Oliveira. “Só depois de alfabetizado, o aluno consegue aprender outras coisas.”
Pouco estímulo
Heloísa Oliveira Machado, professora de educação infantil há 30 anos, seis deles dedicados ao ensino da leitura. Ela afirma que sempre teve resistência em trabalhar na alfabetização por causa do conteúdo pouco estimulante das cartilhas. “Eu não via muita lógica nelas, já que roubam a melhor parte do aprender a ler e escrever.”
A paixão pela área só surgiu quando ela conheceu os estudos da psicogênese, ramo da psicologia que estuda a origem dos processos mentais. “Finalmente se esclareceu não como o professor deve ensinar, mas como a criança aprende.”Hoje, ela dá aulas para alunos do 1º ano do ensino fundamental na Escola Classe 204 Sul. A professora diz que não segue uma metodologia definida e que combina aspectos da psicogênese, do letramento e do fônico. A professora explica que é fundamental a criança estabelecer relação entre o que fala e escreve. Heloísa diz que a maioria dos seus alunos já lê, mesmo que alguns deles tenham iniciado o ano letivo ainda sem conhecer o alfabeto.
Enquanto isso, na rede privada, o ensino das letras é antecipado. Aos 4 anos, Laura de Oliveira, que estuda numa escola em Águas Claras, começou a ter as primeiras lições. O pai dela, o consultor de telecomunicações Fabiano de Oliveira, diz que o processo foi iniciado com a apresentação das letras do nome da menina e dos familiares, e, depois, o vocabulário foi ampliado. “Pelo que conversei com a professora, a alfabetização terá mais ênfase no ano que vem, quando ela estiver com 5 anos”, conta
O colégio onde Laura estuda não oferece o ensino fundamental. Fabiano diz ainda não ter escolhido a instituição onde amenina vai estudar quando terminar a educação infantil. Ele pretende pedir indicação na própria escola, na tentativa de encaminhar a filha a umcolégio que siga a mesmalinha de trabalho do atual.
Este mês, estudantes de todo o Brasil fizerama Prova Brasil
Prova dos nove
Na última edição do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa),em 2009, o Brasil ficou na 54ª posição entre os 65 países avaliados. O exame mede a capacidade de leitura de alunos de 15 anos que estudam em escolas públicas. Emuma escala de 1 a 5—em que 1 significa que o aluno é capaz de identificar palavras, e 5 é a nota para quem tem leitura fluente —, os brasileiros ficaram com média 2. O resultado geral, que também inclui questões de matemática e de ciências, foi inferior ao daTailândia, da Romênia e deTrinidad eTobago.
A Prova Brasil, aplicada pelo Instituto de Pesquisas de Estudos e Pesquisas AnísioTeixeira (Inep), órgão ligado ao Ministério da Educação, mede a compreensão dos estudantes do 5º ao 9º ano nas disciplinas de português e de matemática. No exame aplicado em 2009, a nota média nacional em leitura foi de 179, 58, o que enquadra os alunos no nível 3 em umaescala que vai até de 0 a 9. Isso significa que os alunos puderam interpretar, a partir de inferência, textos não verbais de assunto complexo e identificar elementos que compõem uma narrativa de tema e de vocabulário complexos.
No DF, a situação é umpouco melhor: os estudantes brasilienses atingiram nota média de 200, 93, atingindo o nível 4. Ou seja, eles foram capazes de selecionar informações implícitas e explícitas de um personagem e de inferir o sentido de uma metáfora, entre outras habilidades. A Prova Brasil é bianual, e de 7 a 18 de novembro, o Inep aplicou a última edição do exame.
Para saber mais
Sintético ou analítico
Existem, basicamente, dois métodos para ensinar uma criança a ler,o sintético ou fônico e o analítico,também conhecido como global. A proposta pedagógica da escola é que determina como se dará a alfabetização. O sintético leva o aluno a combinar elementos isolados da língua.Começa pelas letras, sonsousílabas,paradepois chegar às palavras. Estabelece correspondência entre o oral e o escrito. Já o analítico, a criança analisa o todo (palavra) para chegar às partes que a compõem (sílabas e letras).Para os defensores do método,a leitura dever ser um ato global e audiovisual. Apartirdafrase são extraídas as palavras e,emseguida, elas são divididas em sílabas, que são unidades mais simples.
Vantagens
O método enfatiza a aquisição das correspondências entre as letras e o som e seu uso para ler e soletrar palavras.
Lúdico
A perspectiva do letramento defende o uso de textos lúdicos na educação infantil, mesmo antes da alfabetização. O objetivo é que o aluno se familiarize com as práticas de leitura e de escrita num processo de aprendizado contínuo.
Fonte: http://www.correioweb.com.br/euestudante/noticias.php?id=24888. Acessado em 28/11/2011 às 15:23.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Análise sobre mídias da Educação à Distância
Análise sobre mídias da Educação à Distância
Nosso grupo analisou as mídias do curso à distância de libras e a plataforma moodle.
Ambas apresentaram uma linguagem acessível e interpessoal, onde o texto era direcionado e dialogava com o leitor. Na plataforma moodle, por interesses pessoais, nos identificamos mais com a forma que as informações eram apresentadas.
Já no curso de libras mesmo tendo as características exemplificadas acima, não nos envolveram muito e as imagens do livro não possibilitam com que o leitor veja os movimentos das mãos na configuração dos sinais, mais isso foi resolvido com a mídia de C-ROM, onde o aluno consegue visualizar estes movimentos e ainda conta com ajuda de um interprete para entender os sinais desconhecidos.
Grupo: Juliana Santos; Mariana Marques
Ana Carla Santos; Tatiana Cristina e
Daylane Hellen
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
3 Atividades para serem trabalhadas em sala de aula no GCompris
1° Atividade: Numeração – Jogo da Memória com números (Categoria: Matemática)
Descrição: Neste jogo o aluno terá que virar as cartas de 2 em 2 para encontrar o número correspondente a quantidade das figuras desenhadas.
Série: Educação Infantil I (5 anos).
Conteúdo: Números e suas respectivas quantidades.
Justificativa: Neste Jogo o aluno treinará a numeração, memória e as quantidades respectivas ao número representado na carta, assim o aluno ao reconhecer o número da primeira carta deverá contar os elementos da segunda figura e ver se corresponde à quantidade da primeira carta.
2° Atividade: Atividade de Leitura – Clique em uma Letra (Categoria: Leitura – Português)
Descrição: Neste jogo o aluno deverá ficar atento ao som e clicar na letra correspondente ao som.
Série: 1° Ano do Ensino Fundamental (6 anos).
Conteúdo: Letras e o som de cada uma.
Justificativa: Este jogo é interessante para treinar a atenção da criança ao ter que prestar atenção ao som da letra pronunciado pelo computador e oportuniza o reconhecimento da letra pelo som.
3° Atividade: Quebra – Cabeças – O jogo dos Quinze (Categoria: Matemática)
Descrição: Neste jogo o aluno deverá mover os números e criar uma série crescente.
Série: 2° Ano do Ensino Fundamental (7 anos).
Conteúdo: Ordem crescente dos números.
Justificativa: Com esse jogo o aluno desenvolverá a capacidade de distinguir o número menor e o maior. E conseguirá ao termino desta lógica colocar todos em sua devida ordem (crescente).
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Software livre e Educação
Software Livre: é um programa de computador, que pode ser usado, modificado e pode ser repasado.
Na educação e uma nova maneira de trabalho como por exemplo as Plataformas Moodle, que pode auxiliar a aprendizagem e ministrar cursos ou abrir discursões a distância. Alguns softwares livres disponibilizam jogos educativos como tabuada, tabela periodica, etc... mas que infelizmente ainda são desconhecidos por algumas pessoas. E confesso que até para mim era desconhecido.
Pode ser ainda uma maneira de incluir digitalmente professores e alunos. Tem uma carga ideologica forte assim como a escola com o objetivo de formar cidadões criticos e atuantes. Muitas instituições públicas utilizam esse software por ser geralmente gratuito, o que financeiramente é mais viavel.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Uso do Facebook no Âmbito Educacional
OBJETIVO: Trabalhar o papel importante que a tecnologia tem no mundo de hoje, ou seja, proporcionar o desenvolvimento de habilidades como: interação, comunicação, estimulo a pesquisa e a conscientização do conteúdo que será estudado.
JUSTIFICATIVA: A proposta é que os alunos conheçam a rede social Facebook, quais são as suas vantagens e como essa rede pode ser utilizada no apoio pedagógico para novas aprendizagens e conhecimentos.
ATIVIDADES:
· Os alunos serão encaminhados para o laboratório de informática.
· Será proposto um texto coletivo onde todos os educandos terão que participar de forma coerente com o conteúdo que será aplicado.
· Criar uma dinâmica orientada pelo professor ensinando os alunos a acessar o Facebook, ou seja, a URL (endereço), como proceder ao cadastro e uma explicação básica sobre as ferramentas .
Apreender e compartilhar sobre o Facebook, os alunos usarão os seus conhecimentos e as ferramentas de pesquisas na internet para gerar uma dinâmica de perguntas e respostas entre eles.
Apreender e compartilhar sobre o Facebook, os alunos usarão os seus conhecimentos e as ferramentas de pesquisas na internet para gerar uma dinâmica de perguntas e respostas entre eles.
- O Facebook será acompanhado e observado pelo educador.
METODOLOGIA:
- Explicar o que é o Facebook e qual a sua utilidade no âmbito educacional.
- Como será utilizado em aula
- Promover troca de conhecimentos e experiência entre professor e alunos.
AVALIAÇÃO: - Participação do aluno;
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Twitter na Educação
O Twitter apesar de ser uma ferramenta nova é um recurso para auxiliar a aprendizagem. E pode ser utilizado na educação assim como outros meios como faceboock, orkut etc, como um elemento a mais. O Professor pode utiliza-ló como um mural de recados tanto para os alunos quanto para os pais.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
A falta de foco na educação
O avanço das técnicas de avaliação escolar adotadas no País propiciou, nos últimos anos, o surgimento de mecanismos inéditos para avaliar a capacidade de ensino das escolas e o nível de aprendizado de seus alunos. Um desses novos mecanismos é a Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização), aplicada pela primeira vez no início do ano a 6 mil alunos de 262 escolas municipais, estaduais e particulares de todas as capitais dos Estados. A prova de leitura e matemática foi feita com questões de múltipla escolha. Na de redação, o aluno tinha de escrever uma carta a um amigo, comentando as férias.
Realizada pela Fundação Cesgranrio, pelo Instituto Paulo Montenegro e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais em parceria com o Todos pela Educação - um movimento criado há quatro anos pela iniciativa privada -, a Prova ABC avalia o nível de alfabetização dos alunos do 3.º ano do ensino fundamental. E seus resultados comprovam mais uma vez a má qualidade do sistema educacional.
Segundo a Prova ABC, 44% dos alunos avaliados não têm os conhecimentos necessários em leitura; 46,6%, em escrita; e 57%, em matemática. Ou seja, metade das crianças que concluíram o 3.º ano do ensino fundamental não aprendeu o mínimo esperado para esse nível de ensino.
Isso significa que, aos 8 anos, essas crianças não entendem para que serve a pontuação ou o humor expresso em um texto nem conseguem identificar o tema de uma narrativa e as características dos personagens de uma história. Também não sabem ler horas e minutos em relógios digitais, não conhecem as quatro operações aritméticas e não sabem fazer cálculos que envolvem notas e moedas - como o troco em uma compra. E são incapazes de reconhecer centímetros como medida de comprimento.
Além disso, os resultados da Prova ABC confirmam o que já se sabia, isto é, que o rendimento dos alunos da 3.ª série do ensino fundamental tende a ser maior nas escolas privadas do que nas escolas públicas e a qualidade do ensino da rede escolar das regiões mais desenvolvidas, como a Sul e a Sudeste, é melhor do que a das escolas das Regiões Norte e Nordeste. Para os pedagogos, os anos de alfabetização são decisivos para a formação dos estudantes no ensino básico e superior. Quanto melhor for o desempenho dos estudantes nas primeiras séries do ensino fundamental, maior será sua capacidade de aprendizagem no futuro - e a principal conclusão da Prova ABC é que o alcance dessas premissas óbvias até hoje não foi compreendido pelas autoridades educacionais.
Tanto que, em vez de dar prioridade à elevação da qualidade do ensino infantil, fundamental e médio, o governo federal continua insistindo em agitar bandeiras mais vistosas, como o lançamento de novas universidades públicas - algumas criadas com base em critérios de marketing político, como as voltadas para o ensino da cultura afro-brasileira, e outras para atender a pedidos dos partidos da "base".
A exemplo dos demais indicadores educacionais, que se concentram nas últimas séries do ensino fundamental, a Prova ABC, voltada para as primeiras séries desse ciclo, atesta a incapacidade do governo de fixar prioridades. "Se o Brasil tivesse apostado em educação de forma maciça, inclusiva e sistemática, teríamos dado, anos antes, os passos necessários para que o nosso país tivesse pleno uso de seus potenciais econômicos e para que nossa população tivesse acesso a um padrão de conhecimento e, portanto, a um padrão de vida mais elevado", disse recentemente a presidente Dilma, no evento em que anunciou a criação de mais quatro universidades federais.
Além de comprovar os erros já cometidos pelo governo, essas palavras ajudam a entender por que o Brasil continua perdendo a corrida educacional. O que a Prova ABC mostra é que os problemas da educação não estão no acesso ao ensino superior, mas na formação deficiente proporcionada nos níveis infantil e fundamental. É isso que Dilma e seu ministro da Educação ainda não perceberam.
Realizada pela Fundação Cesgranrio, pelo Instituto Paulo Montenegro e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais em parceria com o Todos pela Educação - um movimento criado há quatro anos pela iniciativa privada -, a Prova ABC avalia o nível de alfabetização dos alunos do 3.º ano do ensino fundamental. E seus resultados comprovam mais uma vez a má qualidade do sistema educacional.
Segundo a Prova ABC, 44% dos alunos avaliados não têm os conhecimentos necessários em leitura; 46,6%, em escrita; e 57%, em matemática. Ou seja, metade das crianças que concluíram o 3.º ano do ensino fundamental não aprendeu o mínimo esperado para esse nível de ensino.
Isso significa que, aos 8 anos, essas crianças não entendem para que serve a pontuação ou o humor expresso em um texto nem conseguem identificar o tema de uma narrativa e as características dos personagens de uma história. Também não sabem ler horas e minutos em relógios digitais, não conhecem as quatro operações aritméticas e não sabem fazer cálculos que envolvem notas e moedas - como o troco em uma compra. E são incapazes de reconhecer centímetros como medida de comprimento.
Além disso, os resultados da Prova ABC confirmam o que já se sabia, isto é, que o rendimento dos alunos da 3.ª série do ensino fundamental tende a ser maior nas escolas privadas do que nas escolas públicas e a qualidade do ensino da rede escolar das regiões mais desenvolvidas, como a Sul e a Sudeste, é melhor do que a das escolas das Regiões Norte e Nordeste. Para os pedagogos, os anos de alfabetização são decisivos para a formação dos estudantes no ensino básico e superior. Quanto melhor for o desempenho dos estudantes nas primeiras séries do ensino fundamental, maior será sua capacidade de aprendizagem no futuro - e a principal conclusão da Prova ABC é que o alcance dessas premissas óbvias até hoje não foi compreendido pelas autoridades educacionais.
Tanto que, em vez de dar prioridade à elevação da qualidade do ensino infantil, fundamental e médio, o governo federal continua insistindo em agitar bandeiras mais vistosas, como o lançamento de novas universidades públicas - algumas criadas com base em critérios de marketing político, como as voltadas para o ensino da cultura afro-brasileira, e outras para atender a pedidos dos partidos da "base".
A exemplo dos demais indicadores educacionais, que se concentram nas últimas séries do ensino fundamental, a Prova ABC, voltada para as primeiras séries desse ciclo, atesta a incapacidade do governo de fixar prioridades. "Se o Brasil tivesse apostado em educação de forma maciça, inclusiva e sistemática, teríamos dado, anos antes, os passos necessários para que o nosso país tivesse pleno uso de seus potenciais econômicos e para que nossa população tivesse acesso a um padrão de conhecimento e, portanto, a um padrão de vida mais elevado", disse recentemente a presidente Dilma, no evento em que anunciou a criação de mais quatro universidades federais.
Além de comprovar os erros já cometidos pelo governo, essas palavras ajudam a entender por que o Brasil continua perdendo a corrida educacional. O que a Prova ABC mostra é que os problemas da educação não estão no acesso ao ensino superior, mas na formação deficiente proporcionada nos níveis infantil e fundamental. É isso que Dilma e seu ministro da Educação ainda não perceberam.
Fonte: O estado de São Paulo
Tecnologia na Educação
Estamos vivendo em um mundo cada vez mais globalizado, onde as tecnologias passam a ser não somente um recurso, mas também um pré - requisito tanto o mercado de trabalho como também para a vida social.
Na educação passa a ser um recurso para auxiliar no processo de ensino-aprendizagem. As crianças sabem cada vez mais cedo utilizar esses recursos, assim cabe ao professor utilizar dessas tecnologias à favor da educação.
"E urgente atualizar a tecnologia educacional por uma nova "autodidaxia" importante está se desenvolvendo há vários anos nos jovens por meio das mídias". (Perriault, 1996, p.23)
Assinar:
Postagens (Atom)
